A inflação de alimentos e bebidas apresentou queda de 0,27 % em julho, contribuindo positivamente para desacelerar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa redução contrasta com a ligeira alta geral: o IPCA registrou 0,26 % no mês, levemente acima dos 0,24 % de junho.
Além disso, no acumulado em 12 meses até julho, o IPCA ficou em 5,23 %, ainda acima do teto da meta de 4,5 % para 2025. Apesar disso, a queda nos preços de alimentos e bebidas trouxe um alívio notável para o bolso das famílias.
Destaques do recuo nos preços
O subgrupo Alimentação no Domicílio reduziu 0,69 %, estendendo a queda iniciada em junho. O que motivou esse movimento foram fortes baixas em itens essenciais: batata-inglesa despencou 20,27 %, cebola caiu 13,26 %, manga registrou -11,08 %, arroz teve queda de 2,89 % e carnes recuaram 0,30 %.
Contudo, alguns produtos tiveram elevação de preços, como pimentão (+14,33 %), mamão (+12,40 %), leite em pó (+0,47 %), óleo de soja (+0,46 %) e pão francês (+0,22 %).
Entretanto, os preços de Alimentação fora do Domicílio subiram 0,87 % em julho, indicando que refeições fora de casa mantêm tendência de aumento.
Comparativo global
Enquanto o IPCA registrou queda, o índice internacional da FAO para alimentos (IPFA) subiu 1,6 % em julho, pressionado pelo aumento dos preços de carnes e óleos vegetais. O índice de carnes global atingiu 127,3 pontos — alta de 1,2 % sobre junho e 6,0 % em relação a julho de 2024.
Contexto econômico e medidas do BC
O Banco Central manteve a Selic em 15 % ao ano, refletindo preocupação com a inflação acima da meta e fragilidade fiscal. Além disso, o setor enfrenta dificuldades no crédito rural: juros elevados e restrições aumentam o custo do financiamento.
Perspectivas para os próximos meses
Com efeito, a queda de 0,27 % na inflação de alimentos e bebidas em julho trouxe alívio momentâneo ao IPCA, sobretudo por conta da forte queda nos preços dos alimentos no domicílio.
No entanto, o índice geral permanece acima da meta e a alta nos preços de refeições fora de casa ainda preocupa. Sem dúvida, o cenário exige atenção contínua e ações coordenadas para frear pressões futuras.
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